Desenvolvimento infantil

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De acordo com Erik Erikson, a formação da personalidade é contínua e, em todas as faixas etárias, existem crises características que devem ser superadas para a adequada adaptação à vida social. Há uma interação entre as influências sociais e o organismo em constante maturação física e psicológica. A superação dos conflitos característicos de cada fase e a aprendizagem decorrente desta vivência são necessárias para o crescimento do indivíduo. Cada uma das etapas contribui para a formação da personalidade total.

Bebê ( 0 a 1 ano) – Confiança básica X desconfiança básica:

A confiança básica inicial se constitui durante o estágio oral-sensorial. A criança desenvolve um senso de confiança quando os cuidadores transmitem cuidado estável e consistente, afeição e confiança. Depois de identificar as situações de conforto e das pessoas que as promovem, o bebê atinge um nível de aceitação, em que o cuidador pode ausentar-se por algum momento sem que a criança sinta-se abandonada, pois já internalizou a confiança que este outro retornará. A vivência negativa das experiências de cuidado conduz conduz o bebê à desconfiança. A forma de verificar o desenvolvimento da confiança no bebê é através da observação da vivência de um sono tranquilo, uma alimentação confortável e uma excreção relaxada.

Infância Inicial ( 1 a 2 anos) – Autonomia X Dúvida e vergonha:

Nessa etapa a criança desenvolve a necessidade de autocontrole e aprende quais são as expectativas que os cuidadores têm dela, quais seus privilégios, obrigações e limitações que precisa aceitar. Ela necessita de um senso de independência e controle pessoal das habilidades físicas para se experimentar situações que exijam a livre escolha com autonomia. As experiências de sucesso conduzem à autonomia e os fracassos resultam em sentimento de vergonha e dúvida. O cuidador deve exercer o controle, mas sempre estimulando a autonomia e buscando reafirmar a capacidade da criança. O controle excessivo do adulto sobre a criança, quando exercido através da imputação de vergonha, induz a criança á insolência ou a obriga a tentar fugir impunimente através da manipulação, do retraimento ou da fuga.

Idade do brincar ( 3 a 5 anos ) Iniciativa X Culpa:

As crianças começam a afirmar o controle e o poder sobre o ambiente. Nessa etapa passam a ser mais ativas, ansiosas para aprender combinando a iniciativa e autonomia para o alcance de metas e acabam por desenvolver um senso de obrigação e desempenho. O brincar possui função elementar nesta fase, através da fantasia e da representação, a criança aprende o sentido presente nos fatos. O sucesso nessa fase conduz a um senso de propósito. As crianças que tentam exercer o poder e vivenciam demasiada desaprovação desenvolvem sentimento de culpa.

Idade Escolar ( 6 a 11 anos) Competência/Diligência X Inferioridade:

Nessa fase as crianças aprendem a lidar com novas exigências sociais e escolares. O interesse por brinquedos e brincadeiras vai sendo gradativamente direcionado para atividades produtivas como a educação formal, que lhes traz instrumentos para uma vida adulta produtiva. O sucesso na realização das tarefas, conduz ao senso de competência, enquanto que a vivência de fracasso (real ou imaginado) resulta em sentimentos de inferioridade.